Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma 'carentena'

Os dias de isolamento durante a primeira grande pandemia do século XXI. A certeza de que num instante tudo muda. As técnicas usadas para não enlouquecer. A vida a transformar-se num novo normal. A carentena de beijos e abraços

Diário de uma 'carentena'

Os dias de isolamento durante a primeira grande pandemia do século XXI. A certeza de que num instante tudo muda. As técnicas usadas para não enlouquecer. A vida a transformar-se num novo normal. A carentena de beijos e abraços

20.01.21

Celebrar pequenas vitórias


Meg

No domingo comecei por uma caminhada de 5km ao livre, para ver se conseguia acalmar a ansiedade dos próximos tempos - em que, todos meio adormecidos, já nem queremos ouvir os números de mortos ou de infetados. Só queremos sobreviver, ter a certeza de que os nossos estão bem e garantir que temos mais alguma serenidade para continuar confinados.

Na segunda-feira tentei voltar a ter algumas rotinas para ver se ajudava: acordar a hora certa, tomar um bom pequeno-almoço, fazer a cama, pausas a meio do trabalho, refeições completas, parar de trabalhar antes do jantar, reservar o serão para uma série e um livro - e brincadeiras, claro.

Esta quarta-feira aproveitei a tomada de posse de Joe Biden e Kamala Harris para ter algo que celebrar: depois de deixar a minha filha na escola um pouco de yoga, início do trabalho e à hora do almoço preparar uma tábua de queijos e enchidos, e garantir que o espumante estava no frio. Pausa para me emocionar muitas vezes com a tomada de posse e todo o simbolismo envolvente - se há coisa que os americanos sabem fazer , é isso - e no final do dia, aproveitar o evento para fazer uma festa com a miúda! "Parabéns, Joe e Kamala", gritado muitas vezes e com direito a brindes vários com água em copos de champanhe.

E é assim que vamos conseguir, devagarinho, ultrapassar isto. Perguntando aos nossos amigos se estão bem, aproveitando todas as ocasiões para parar e dar algum tempo a nós próprios, e aproveitar todos os motivos para celebrar. Porque afinal estamos vivos, estamos com saúde, e temos uma casa, amor e comida na mesa. E isso é mais do que suficiente.

1 comentário

Comentar post